Autodefinição de cor, como proceder? – Comentário ao vídeo da Jout Jout.

HEY GALEROUS!

Quem me acompanha no instagram viu que postei mais cedo no stories uma sugestão de vídeo no Youtube. Acontece que o que seria apenas uma mera dica de entretenimento, passou a ser uma reflexão e resultou neste post. Espero que gostem dos questionamentos levantados, e se alguém tiver algo para acrescentar ou corrigir, deixe nos comentários que lá a gente troca uma ideia bem bacana sobre esse tema super interessante!


Originalmente, formado a partir da miscigenação de raças e etnias durante todo o período de ocupação e posteriormente domínio português, o povo brasileiro é indiscutivelmente uma grande mistura cultural. Tanto é plausível, que o próprio Gilberto Freyre  chegou a defender através de sua teoria da “Democracia Racial” a não existência de discriminação, apoiado na afirmação anterior.

Ademais, a união étnica se faz mais notória quando se observa as expressões fenotípicas dos brasileiros, as quais, carregam em si status e poder que as confere desde os tempos coloniais posições sociais de destaque ou exclusão. Nesse sentindo, torna-se evidente o tamanho da importância da identidade racial para a manutenção de um sistema etnocêntrico no Brasil, até hoje.

Visualmente se observa a diversidade de costumes, ritos, cores, etnias, etc, presentes do dia a dia. Todavia, cada uma traz consigo significâncias diferentes, as quais a própria sociedade se encarrega de definir e difundi-las. Esta rotulação associa-se com o grau de poder que determinado grupo ou classe possui socialmente, ou seja, elevado ou baixo, depende da estratificação, que em uma reação em cadeia, resulta numa segregação, camuflada, porém extremamente nociva as camadas inferiores. Afinal, aqueles que estão no topo, tratam de sorrateiramente reprimir suas manifestações a medida que elas interfiram no sistema que os beneficiam.

Dessa forma, definir-se branco, negro ou pardo ( resumindo) não é apenas uma autodenominação sem valor. Pelo contrário, em nosso cotidiano ela se ramifica pelos demais eixos,  sejam eles social, econômico ou político. É por isso que depois de assistir ao vídeo, parei e pensei como eu mesma me via. Negra? Meu bisa, minha avó, meu pai são. Branca? Minha mãe, meu avô são. Então parda, afinal sou uma mistura de ambos. Mas veio meu dilema : sendo assim, todo brasileiro não deveria ser pardo? Baseando-se no princípio da miscigenação? Foi aí que me dei conta que o “pardo” surge do receio de assumir uma etnia pois ela pode lhe favorecer ou barrar suas oportunidades profissionais, relações sociais, metas acadêmicas, etc, ou por nunca ter parado para pensar a respeito disso, que foi o meu caso.

Enquanto o “valor da cor” estiver intrínseco na cultura brasileira como algo fundamental, que ao meu ver, só serve para aumentar o ego de alguns indivíduos a custa do sofrimento de outros, estaremos caminhando em inércia a maiores desigualdades, menos políticas públicas efetivas, assim como a falta de respeito e dignidade. Convém avaliar que só uma força maior pode alterar esse estado do corpo, sendo esta, uma força conjunta e unida dos próprios indivíduos  contra os velhos, porém que se fazem novos, valores da sociedade.

Beijos floridos,

Karen Letícia.

Que tal ser diferente? Singularidade.

HEY galerous!

Estive pensando esses dias sobre o que iria escrever por aqui, e resolvi que hoje teríamos um papo de amigo. Sabe aquela troca de experiências entre você e seus parças que te renova por completo? Faz com que percebamos o quanto “normais” nós somos. Normal no sentido de que passamos pelas mesmas coisas ( grande parte delas) e muitas vezes, reagimos de maneiras distintas, piores ou melhores a elas.

Nesse sentido, ouvir e falar sobre, é uma boa maneira de aliviar nossa mente e seguir em frente com nossas vidas, sem ficar remoendo besteirol desnecessário! Up vibes, entende?

 Estamos constantemente preocupados com a opinião dos outros sobre nós mesmos. Por que será que isso importa tanto? A grande verdade é: não importa nenhum pouquinho de nada! Seria muito mais fácil ( e feliz viu) viver sem esse peso dos olhos da sociedade sobre nós. Poder nos vestir, sorrir e se alegrar  sem sermos julgados pelas pessoas…ahhhhhh seria bonzão!

A grande sacada disso tudo é que se ligarmos o botão “i don´t care” de vez em quando, teríamos essa sensação de liberdade aflorada. Afinal, sempre dá pra desencanar um pouco dos padrões, só precisamos nos lembrar disso. Até porque, essas regrinhas são meras construções sociais que estão a mercê de alterações o tempo todo!

Assim como Durkheim pensava, o fato social é externo a nós, e não depende da minha ou da sua vontade, mas sim, de uma minoria que nem sempre ( quase nunca ) nos representa por completo.

Por essa razão,não tem lógica alguma se apegar aos esteriótipos e inibir nossos sorrisos e expressões baseados em conceitos prontos e incertos, pois como vimos, ora dizem uma coisa, outrora ditam outra. Não vale a pena nos sentimos pressionados a segui-los a todo custo. Pare! Digo, pare! Vamos simplesmente esquecer que eles existem e sermos nós mesmos.

Proponho este desafio, farei aqui, e você aí. Seremos pessoas alternativas, que buscam a felicidade em cada cantinho desse mundo, e que não ligam se fulano A ou B torceu o nariz ou fez cara feia para nós, porque se o nosso livre arbítrio não está afetando a liberdade alheia veja mais então segue em frente e vamos ser diferentes! Porque ser diferente, é o que nos torna singular.

Beijos floridos,

Karen Letícia.

 

As coisas não mudam, nós que mudamos | 2017

Queridos leitores,

Estamos no comecinho de 2017, e nessa época é comum que as pessoas criem listas de metas e planos para o desenrolar neste ano que se inicia. Então, o que vamos mudar esse ano ein?

A vida aos poucos me mostra que viver é bem mais que fazer planos. Tem mais a ver com o que fazemos ou deixamos de fazer para torná-los reais. A chegada é importante, significa que nossas escolhas nos levaram a onde queríamos, mas a trajetória percorrida é o que  de fato nos transforma.

Só quem sabe o quão difícil foi  alcançar a meta, é  a pessoa que abdicou de prazeres, empenhou-se dia e noite, ouviu nãos e mesmo assim, não desistiu e lutou por ela. A caminhada é um grande mistério e aos poucos vai tendo suas faces desvendadas.Ela pode ser longa e muitas vezes te deixar perdida. Ou ser rápida e te deixar com um gostinho de “quero mais”. Tudo vai depender do que o Senhor reservou para você.

Organizar nossos sonhos é uma forma de lembrar o porquê de estarmos aqui. Afinal, o que nos motiva a iniciar mais um ano e torná-lo especial? Lembrando que as coisas não mudam. Nós que mudamos em nossos íntimos.

O lance é que não farei metas, mas sim, almejarei sonhos. Os quais assim como vocês, correrei atrás para alcançá-los. Não será fácil, mas ninguém nunca nos disse que seria. Viver também não é, e essa sobrevivência feroz do dia a dia que nos fortalece e nos impulsiona a sermos MAIS!

Um bom ano para todos nós, e que saibamos aproveitar cada momento por ele proporcionado de forma plena!

Beijos floridos,

Karen Letícia.

 

Pensei. Ops, falei! #7 – Família é amor!

Queridos leitores,

                      *song sugerida : The Power of Love – Gabrielle Aplin

Trouxe hoje para o blog um tema muito amorzinho! Para mim, minha família representa a base de tudo, e as pessoas que a compõe são as que mais amo nesse mundo! Bora começar?

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Família é parte essencial na formação do indivíduo. É por meio do núcleo familiar que são transmitidos valores e princípios; costumes e tradições, além de proporcionar um lar de carinho e respeito para o desenvolvimento saudável deste ser. Segundo o ECA ( Estatuto da criança e do adolescente) é inerente ao jovem o  direito de ter uma família.

Nesse sentido, nota-se que o conceito de família não está associado a estrutura na qual ela é feita. Independe como o grau de parentesco, ou de gênero, organiza esses membros, mas sim, se a conjuntura final consegue abarcar essa criança da melhor maneira possível. Entretanto, persiste em meio a sociedade o esteriótipo da “família tradicional brasileira” que define socialmente que família é somente aquela formada por pai e mãe.

Em pleno século XXI, pouco se evoluiu em termos de mentalidade e aceitação. Pois é fato que hoje já existem outros arranjos familiares, e que constitucionalmente já são legalizados.  A intolerância é explícita àqueles que fogem aos padrões estabelecidos pelas classes dominantes. Estes, ficam  a mercê de sofrer repressões, violência física e verbal, além de diversas retaliações. as quais de modo geral, denigrem a dignidade do indivíduo.

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Em contra partida, políticas vem sendo criadas para amenizar a problemática em questão, demonstrando em parte, um avanço dos governantes quanto ao bem estar da população. A exemplo dessa postura, temos desde 2013 a permissão de casamentos entre pessoas do mesmo sexo nos cartórios.

A mídia, por meio de matérias, artigos, novelas, etc.,  tenta influir a ideia de normalidade desses novos modelos de família no cotidiano. Deve-se chamar atenção de valores, como o respeito as diferenças e a “aceitação do novo”, os quais a sociedade carece.

Nesse diapasão,  o que realmente importa  é a felicidade da criança. Esta, tem uma vida inteira pela frente, e necessita de pessoas engajadas em fomentar o seu desenvolvimento. Por meio de uma educação de qualidade que vise o bem, e que valorize sempre a sobreposição  da integridade do indivíduo a padrões, dogmas ou tradições, para então conseguir sintetizar que família é somente e simplesmente : amor.

Beijos floridos,

Karen Letícia.

Amar é um pouco complicado #3 – Desencontros

Queridos leitores,

CRÔNICAS! Vocês sempre pedem posts dessa série sobre amor, então bora lá!  Espero que gostem, mas lembrando que se tratando do enredo, qualquer semelhança ou identificação pessoal é mera coincidência, é apenas uma história, então aproveitem a leitura.

ps : Aconselho ler escutando a música “Already Gone – Sleeping at Last

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Hoje não foi um dos melhores dias : tinha sol, mas não teve calor. Tinha saudade, mas não teve abraço.Tinha planos, mas não deram certo, e no meio desses desencontros, tinha eu e você.

Sim, planejamos o mundo, mas ao chegar a hora, o mundo não quis planejar conosco. Culpo o destino. Culpo o universo. Culpo a todos, mas ao parar, vejo que ninguém fez nada para atrapalhar, apenas não deu certo.

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A verdade que lhe conto, que muitas vezes parecem desculpas, são as mais sinceras desculpas que eu poderia inventar, “é tudo verdade nas minhas mentiras” como já diria a canção. Acredite.

Torço para que nosso encontro seja mágico. Seja especial. Mas que acima de tudo, seja  algo que eu possa me lembrar com carinho, e sem notar, abrir um sorriso no canto do rosto toda vez que isso me vier a mente. Afinal, quero me lembrar de você, como espero que se lembre de mim. De nós.

Agora percebo que não houve culpados. Houve só nós dois catalisando nossos esforços na mesma direção e sentido….

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Nessas horas, gostaria que tudo fosse como um problema de física, em que anulamos as forças que atuam sobre os corpos, e os deixamos livres para serem quem bem quiserem, mas talvez, para a nossa sorte, a vida não segue essas diretrizes, e por essa razão, temos a chance de lutar contra elas. Posso te falar uma coisa? Estamos indo no caminho certo.

Acredito que somos capazes de buscar nossos sonhos, e se ambos querem, um dia há de acontecer. O tempo tem o poder de orientar tudo, e nele que me agarro, pois “amanhã é um outro dia”  e se hoje não deu certo, enquanto houver amanhã, não desistirei de te encontrar…sei que está bem ali, em algum lugar  a minha procura.

Espero apenas que você não desista de mim. Não desista do nosso talvez.

Beijos floridos,

Karen Letícia.

 LEIA TAMBÉM :

  • Ele é só um cara! – aqui
  • Sentimentos entrelaçados – aqui

Por que pensar pequeno?

Queridos leitores,

Em um mundo digital, onde tudo é tão intenso, instantâneo e fugaz,  a modernidade e o progresso caminham juntas, lado a lado. Todavia, em meio a tudo disso, me vejo diante de atitudes e posturas tão retrógradas que por alguns minutos do meu dia, fazem-me refletir sobre “os arames farpados” que cercam algumas  mentes, e que as levam a comentar e agir de maneira tão grosseira e estúpida com os demais indivíduos ao seu redor.

Se faz necessário relembrar que nós não somos uma ilha ( podemos até tentar nos isolar em nossos quartos, em nossos corações, no nosso mundinho), todavia, pensar que isso existe, é uma grande utopia. A grande realidade é que vivemos em coletividade, seja ela unida ou fragmentada, independente disso, a priori deve haver o respeito mútuo entre os que a compõe.

 Quem já me acompanha sabe que volta e meia bato nessa tecla, a  fim de instigar o seu  senso crítico e projetar uma reflexão sobre os parâmetros, padrões, esteriótipos, modismos, achismos…que persistem na sociedade. Cometer, assim como se omitir é ser condizente com um sistema opressor, preconceituoso e desumano que norteia a nossa comunidade.

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Imagem – @_proberto

Dessa forma, pensei muito em como poderia abordar o fato de recentemente ter lido por aqui ( leio tudinho que vocês escrevem, como meio de avaliar o feedback do post <3 ) comentários tão arrogantes e ridículos, de um nível tão baixo que me fizeram ler e rir da pessoa frustada e desocupada que o escreveu. Porque vamos combinar que ninguém é obrigado a acessar, ler, curtir…nem nada do gênero, não há em nenhum lugar escrito que é obrigado a concordar e a gostar do que aqui é exposto.

A mesma liberdade que vocês tem de expor suas opiniões nos comentários, eu tenho a minha de escrever sobre aquilo que acredito e não ser julgada ou recriminada por tais posicionamentos e argumentos. O blog é um espaço de debate e conversação, inclusive, geralmente abro a discussão para o tema abordado… o que deve ser pesado no momento de escrever e opinar é até onde vai essa permissão. Ela só deve ir até onde não influa ou atinja a liberdade do outro. 

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Imagem – @_proberto

Comentar com o intuito de agredir e desestabilizar é a pior maneira de usar das infinitas possibilidades do mecanismo de expressão. Pense bem, é muito melhor usar esse espaço para difundir valores e ideias, debater questões que precisam ser mais discutidas entre nós jovens, conhecer outros posicionamentos, argumentar com embasamento, desenvolver o senso crítico como um todo.

Há tantas formas de ter voz, que eu me pergunto a razão de algumas pessoas optarem em pensar tão pequeno e utilizar esse meio para gerar apenas intriga e ódio. Eu sinto muito por elas, pois cegas pela maldade, não são capazes de mensurar o que estão perdendo agindo assim. Principalmente, a chance de absorver conhecimento, e por meio dele, evoluir.

Beijos floridos,

Karen Letícia

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Obs.: as imagens desse post são de autoria do Paulo Roberto <3

Siga ele no insta e se apaixone pelas fotos @_proberto

Como uma Fênix, estou de volta!

Queridos leitores,

( que saudade de falar isso, mds! )

Estou em falta com vocês em relação as postagens não é mesmo? HAHA Eu sei, eu sei… mas é que  conciliar meu tempo com todas as atividades que possuo, a cada dia fica mais complicado, e acabo sendo forçada a deixar o blog  de lado.

Todavia, em dias como este em que sobra um tempinho ali e acolá, sento em frente ao computador e deixo que as ideias pulem para a tela, na esperança de que alguma delas despertem sorrisos aos que estiverem do outro lado me lendo.  Afinal, minha função aqui é somente essa, então espero cumpri-la com êxito.

Continuarei com os meus textos e inspirações, fiquem tranquilos! haha Pois além de amar escrever, adoro me dedicar a esse projeto que persiste desde 2013 com a mesma essência e carinho.

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Sou extremamente grata aos leitores que conquistei durante essa caminhada, não me detendo somente aos números, até porque acredito que quantificar a conexão que existe entre eu e vocês é impossível. As curtidas, os compartilhamentos  são meramente mecanismos de divulgação.

A grande verdade é que como escritora, blogueira, produtora de conteúdo, como queira rotular, no fim das contas sou apenas uma garota em seu quarto dividindo sonhos, expectativas, ilusões e valores com os que param minutos do seu tempo para ouvir o que tenho a dizer. Isso não tem preço, esse é o meu parâmetro.

Por isso, deixe que o coração guie seus caminhos, suas escolhas e suas vontades. A razão é fundamental, pois te norteia, porém somos movidos pelo instinto, ou seja, o amor que te controla. Deixe ele consumir seu “eu”, porque tudo que fazemos ou pensamos com amor, torna-se por si só algo belo, digno de orgulho, o qual merece sempre ser difundido.

Até o próximo post, em breve!

Beijos floridos,

Karen Letícia.

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Amar é um pouco complicado #2 – Ele é só um cara!

Queridos leitores,

Resolvi repeti a dose, e novamente falar sobre o amor e suas complexidades, só que dessa vez, mais voltado para as meninas, porque não tenho uma mente masculina para me basear para desdenhar sobre esse tema, ok? Espero que entendam, e caso gostem, deem like ou deixe seu comentário no final do post, ficarei muito grata!

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 O que esperamos de um novo amor : a perfeição ou apenas paixão? Leia mais, e escolha sua opção.

 

Encontrar o grande amor da nossa vida ~se é que de fato ele exista~ é um dos dilemas mais antigos que os jovens amantes se veem reféns. Uma  prova disso, são os poemas clássicos com suas tragédias amorosas, como o Romeu e Julieta de Willian Shakespeare .

Refletir com quem nos envolvemos, e observar se eles realmente são os rapazes certos para nós é uma questão delicada, e um tanto filosófica. Até porque : o que é ser a pessoa certa? O que é encontrar sua “metade da laranja”?  Perguntas as quais ficam no eco… pois são inexplicáveis. E se formos pensar bem, não haveria mesmo respostas.

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O adjetivo “certo” trás consigo uma carga de perfeição, e como sabemos, nada é um conto de fadas, então os sapos que encontramos pelo caminho, não viram príncipes com um beijo. A grande questão que hoje exponho a vocês é que eles não precisam mesmo virar. Parece difícil, e de fato é, mas temos que tentar aceitá-los do que jeito que são, porque nós mesmas não somos perfeitas, e dessa forma, não podemos esperar que os outros sejam.

Essa cara que invade nossos sonhos  não precisa ser tão “idealizado”. Às vezes,  projetamos algo fora do nosso alcance, devido assemelharmos eles a príncipes que sempre sabem o que dizer e como agir. E a medida que sonhamos mais, tornamos a nossa felicidade ~que não necessariamente está ligada a estar com alguém, saiba dar boas risadas na companhia de si mesma~ inalcançável.2016-01-26 08.47.45 1

Como isso só nos frustra, o conselho que lhes dou é : desencana garota, esquece esses esteriótipos de filme americano! O “Troy” do High School não passou na impressora duas vezes, então esquece a possibilidade de esbarrar com ele na rua,tá? Depois, lembra que trata-se de pessoas de carne e osso, e não marionetes as quais podemos  moldar ao nosso bel prazer. E ainda digo mais, o grande amor da sua vida, antes de ser “o grande amor da sua vida”, é uma pessoa normal.

Isso implica dizer, com  defeitos e frescuras, medos e fraquezas. Além de claro, qualidades e experiências, costumes e valores.Os quais te fizeram se encantar por ele, e admirá-lo como pessoa, para depois, como algo a mais. Uma característica, uma habilidade, um gesto, uma expressão. Detalhes. 

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É aí que você se dá conta que o que te une a ele são detalhes, e que fantasias não seriam suficiente para preencher o espaço que ele ocupa em seu coração. Por isso : criemos menos expectativas, deixe a vida te surpreender; não espere demais, corra atrás do que almeja; pare de apontar tanto os defeitos dos outros, enxergue os seus primeiro; e por fim, não tenha pressa, porque sempre há tempo para amar, e talvez, esse não seja o seu “pra sempre”,porque pra sempre é muito tempo, e ele é só um cara. 

Beijos floridos,

Karen Letícia